Mindfulness e Ciência

O responsável pela divulgação do termo Mindfulness no ocidente num contexto cientifico e o criador da técnica de redução de estresse baseada na meditação Mindfulness foi  Jon Kabat- Zinn. Em 1979 na Universidade de Massachusetts ele começou a realizar pesquisas cientificas sobre a meditação Mindfulness e em 1982 ele criou o programa de redução de estresse. A partir daí a meditação mindfulness começou a estar cada vez mais presente na medicina comportamental e hoje contamos com 3 décadas, apesar dos estudos ainda serem incipientes. Evidências científicas tem mostrado resultados bastante promissores no que se refere ao uso do programa para os mais variados problemas, incluindo  depressão, ansiedade e dor crônica, além de muitos outros.

Existem evidências científicas positivas sobre o uso de mindfulness. Alguns estudos evidenciam a diminuição de sintomas físicos e psicológicos, aumento da habilidade de relaxar, redução dos níveis de dor e melhor habilidade em lidar com a dor, mais energia e entusiasmo para a vida, aumento da autoestima e maior habilidade de lidar com situações estressantes.

Pessoas que participaram do treinamento tendem a experimentar mudanças positivas na qualidade de vida e são menos propensas a desenvolverem depressão. 

Em uma pesquisa especifica sobre o uso de mindfulness em pacientes com 3 ou mais episódios de depressão, observou-se redução de novas recaídas em 44% no prazo de 12 meses. Quando comparado com tratamentos convencionais mostrou-se tão eficaz quanto o uso de antidepressivos na prevenção de recidivas e recaídas. Resultados similares tem demonstrado uma redução entre 37% e 66% nas recaídas de depressão durante 60 semanas para pessoas com histórico de 3 ou mais recaídas de depressão. Frente a estes achados, o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clinica (National Institute for Health and Clinical Excellence), recomenda o programa de Mindfulness baseado em Terapia Cognitiva (MBCT)  como aquele que tem a melhor relação custo/ benefício no tratamento de recaídas de depressão.














Ainda existem evidências que apontam que a prática de mindfulness aumenta a atividade cerebral do lobo frontal esquerdo depois de 2 meses de exercícios (os programas tem duração média de 2 meses), esta região do cérebro é responsável por inibir respostas emocionais da amígdala, o que ajuda a fortalecer os freios neurológicos que ativam a emoção.



Outro estudo mostra que com pacientes com câncer o treinamento de mindfulness reduziu em 65% as quedas de humor e reduziu em 35% o nível de sintomas de estresse. Aparentemente quanto maior for o tempo de meditação melhores são os resultados. Respostas bastante promissoras também foram encontradas no tratamento de dor crônica e fibromalgia.